Modelos Brasil e Suécia. Requer Idade e Altura.
Nervo Sural (Sensitivo)
Nervo Fibular Sup. (Sensitivo)
Motor & Onda F
Resultados Z-Score PNP
| Índice Suécia | -- |
| Índice Brasil | -- |
Sobre este índice e referências
O Índice Combinado para Polineuropatia (Z-Score Combinado) é uma ferramenta analítica avançada que converte os achados brutos da ENMG em Z-scores e os unifica em um único índice. Ele supera as limitações dos valores de normalidade rígidos, que frequentemente falham ao não considerar variáveis individuais como idade e altura.
1. A Lógica por Trás do Z-Score e do Índice Combinado
Na neurofisiologia tradicional, analisar parâmetros isolados pode gerar falsos-negativos em fases iniciais, quando o nervo já está adoecendo, mas os valores absolutos ainda não ultrapassaram o limite inferior da normalidade. O Z-score resolve o problema da individualização: ele calcula exatamente quantos desvios padrões o valor obtido se afasta da média esperada, corrigindo automaticamente para idade e altura.
Z-score = (Valor Observado − Valor Esperado) / Desvio Padrão
O Índice Combinado tira a média desses Z-scores para capturar a tendência geral. Se vários parâmetros estiverem subnormais, o índice sinaliza a anormalidade global, aumentando a sensibilidade. Se apenas um valor estiver ruim por erro técnico isolado, o índice dilui esse dado, mantendo a especificidade.
2. Os 10 Parâmetros Utilizados
Cinco parâmetros de cada membro inferior, totalizando 10 variáveis:
- Amplitude sensitiva do nervo sural
- Velocidade de condução sensitiva do nervo sural
- Amplitude sensitiva do nervo fibular superficial
- Velocidade de condução motora do nervo fibular
- Latência da Onda F do nervo tibial
Logaritmo Natural (ln) nas Amplitudes
As amplitudes sensitivas não seguem distribuição gaussiana na população. A calculadora aplica transformação logarítmica nos valores de amplitude para permitir o cálculo estatístico correto do Z-score.
Inversão da Onda F
Como uma Onda F patológica possui valor maior (latência prolongada), enquanto nos demais testes a patologia gera valores menores, o Z-score da Onda F é invertido matematicamente para alinhar-se com os demais parâmetros do índice.
3. Potenciais Ausentes (Parâmetros Indetermináveis)
Quando a polineuropatia já aboliu um potencial, o logaritmo de zero é matematicamente indefinido. Para evitar subestimação da doença ou erro de cálculo, a calculadora adota valores residuais mínimos clinicamente plausíveis (ex.: amplitude ausente → 0,1 µV; velocidade indeterminável → 30 m/s).
Se mais de 3 parâmetros forem totalmente indetermináveis, o índice perde sua função estatística refinada e é considerado indeterminável como um todo — pois o diagnóstico de neuropatia grave já é clinicamente óbvio.
4. Interpretação dos Resultados
Z entre −2,0 e −2,5 — Limítrofe
Deve ser fortemente valorizado se o paciente apresentar queixas clínicas sugestivas (parestesia, queimação), pois indica desvio funcional global dos nervos.
Z abaixo de −2,5 — Anormal
Aponta para polineuropatia mesmo em pacientes ainda assintomáticos.
Z próximo de 0 — Normal
Condução nervosa compatível com a média esperada para idade e altura.
Dois modelos são calculados: Suécia (Solders 1993) e Brasil (Heise 2012). Recomenda-se ao menos 3 parâmetros disponíveis para interpretação confiável.
5. Vantagens e Limitações
Vantagens
- Eleva a sensibilidade diagnóstica para ~80% nas fases precoces vs. ~60% com parâmetros isolados, sem sacrificar a especificidade.
- Gera um número único, ideal para acompanhamento longitudinal — permite visualizar se a neuropatia está melhorando, estável ou progredindo a cada ano.
Limitações
- Neuropatias focais/multifocais (ex.: MMN): nervos sadios podem diluir o nervo doente, gerando índice falsamente normal.
- Doenças puras (só motoras ou só sensitivas): a via não afetada puxa o índice para cima, mascarando a patologia.
- Fatores de confusão: não validado para extremos de idade/altura, obesidade mórbida, ou membros com resfriamento não corrigido.
Referências:
· Heise CO, Machado FCN, de Amorim SC, Toledo SM. Combined nerve conduction index in diabetic polyneuropathy. Arq Neuropsiquiatr. 2012;70(5):353–358. doi: 10.1590/S0004-282X2012000500005
· Solders G, Andersson T, Borin Y, Brandt L, Persson A. Electroneurography index: a standardized method to assess peripheral nerve function in patients with polyneuropathy. Muscle Nerve. 1993;16:941–946.